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PRIMEIRA SEMANA DE AULA - 28 E 29/03/2017



A primeira semana já foi com gás total.

As discussões foram em torno das expectativas em relação ao curso. Compartilhamos no grande grupo e algumas eram similares. A perspectiva de aprimorarmos nossos conhecimentos e isso ter impacto sobre os processos de trabalho nas instituições que atuamos, é uma vontade comum. A percepção do grande investimento social num curso como o nosso e a necessidade de respostas concretas não passa desapercebida pelo grupo. Parece haver um grande comprometimento e motivação para isso. A  citação abaixo caracteriza algumas das reflexões presentes nas aulas iniciais.

"Defender uma formação profissional voltada para atuar no SUS implica concebê-lo como um importante projeto político em defesa da saúde pública", (Gomes, M. P, et all, 2010).

Foi apresentada a proposta da dinâmica do grupo, centrada no uso de metodologias ativas. Essa metodologia implica na participação ativa dos alunos, como figuras centrais na sua aprendizagem. O centro do processo é o próprio aluno, "instigado" pelos professores, ou facilitadores, que conduzem a aula, lançando questionamentos que desafiam  a análise crítica dos estudantes.

O entendimento de que teríamos que buscar fundamentação teórica sobre esta  tecnologia foi uma das conclusões desta aula, já uma "experiência viva" do seu uso. . Entretanto, a conclusão mais significativa, no meu ponto de vista, é que esta é a estratégia principal, mas não o foco  do curso.  O que queremos de fato? Que tipo de preceptores queremos ser? De qual modelo de saúde falamos? Será que todos estamos em acordo sobre o projeto político da  saúde que almejamos?

Assistimos ao filme francês "Hipocrates", filme que narra as experiências de "Benjamin", num hspital geral, que é coordenado pelo seu pai. O filme retrata, de uma forma muito clara, as dificuldades vivenciadas pelos trabalhadores da saúde e pelos usuários. Evidencia o sofrimento e a impotência dos trabalhadores, frente a falta de materiais, sobrecarga de trabalho e o despreparo para lidar com questões cotidianas, entre elas a morte. Evidencia também  a vulnerabilidade dos usuários frente as tomadas de decisão, dos quais nem sempre podem participar. Mostra os conflitos entre quem faz a gestão e quem faz o cuidado assistencial. Me parece um retrato fiel dos serviços de saúde, em especial o hospital.





Sugestão de leituras:

- Metodologias ativas de ensino-aprendizagem.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-73132010000100011

-Metodologias ativas : Experiência na UNIPLAC.

http://revista.uniplac.net/ojs/index.php/uniplac/article/view/2260

- A saúde para o Brasil que queremos - CEBES

http://cebes.org.br/site/wp-content/uploads/2016/05/Propostas_v2.pdf


Sugestão de filme (vale muito a pena!):

- Hipócrates: Disponível no Netflix. Abaixo, link para o trailler.

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-216480/

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QUEM SOMOS?

Somos cerca de 60 trabalhadores da saúde ,  em torno de 20 médicos e 40 das mais variadas profissões (fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros, cirurgiões dentistas, assistentes sociais..),  oriundos de diversas cidades da grande Porto Alegre e arredores, todos compondo o grupo denominado "Diversidades", subdivididos em 6 pequenos grupos. Somos acompanhados por três facilitadoras, cada uma responsável por 2 grupos, de um total de 6 que compõem o grupo principal. E já ganhamos as redes sociais!

APRESENTAÇÃO

Sobre este blog.... Este blog se destina a compartilhar experiências e materiais teóricos sobre o Curso “Preceptoria no SUS (PSUS) ”, realização do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês – IEP/HSL em parceria com o Ministério da Saúde – MS na Região Sede de Porto Alegre. A autora deste blog sou eu, Ane Margarites (na próxima postagem me apresento melhor), uma das alunas deste curso, formado por uma diversidade incrível de alunos das mais variadas profissões da área da saúde, de diversos cenários de atuação, mas com características em comum: compromisso com o SUS e com a formação de novos trabalhadores da saúde. Não há a mínima intenção de que este blog seja um espaço técnico, teórico. Espero que ele seja capaz de favorecer a  aprendizagem, cooperação, compartilhamento de idéias e que  seja um espaço de discussão de como melhorarmos nossas práticas, de uma forma leve e com afeto!

QUEM SOU EU?

Eu sou uma trabalhadora da saúde, com mais de 20 anos de experiência. Minha primeira graduação foi em Fisioterapia, na Universidade da Região da Campanha (URCAMP), em Bagé, minha cidade natal, em 1994. Desde 1996 trabalho, essencialmente em hospitais, na área de fisioterapia cardiorrespiratória e terapia intensiva (minhas áreas de especialização). Inicialmente atuei em Pelotas (desde minha formatura) e em 2002 vim para Porto Alegre, para trabalhar no Hospital Dom Vicente Scherer, hospital de transplantes da Santa Casa. Desde 2012 trabalho no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Paralelo a minha atuação como fisioterapeuta assistencial, fui docente na Universidade Feevale, como supervisora de estágio ( de 2003 a 2007) e preceptora de estágio da UNISINOS (de 2008 a 20012). Apesar da minha formação inicial ser bem tecnicista, de uma área restrita ao ambiente hospitalar, sempre me senti incomodada com a forma de cuidar, que não incluía  a assistência integral e a preocupação com...