A primeira semana já foi com gás total.
As discussões foram em torno das expectativas em relação ao curso. Compartilhamos no grande grupo e algumas eram similares. A perspectiva de aprimorarmos nossos conhecimentos e isso ter impacto sobre os processos de trabalho nas instituições que atuamos, é uma vontade comum. A percepção do grande investimento social num curso como o nosso e a necessidade de respostas concretas não passa desapercebida pelo grupo. Parece haver um grande comprometimento e motivação para isso. A citação abaixo caracteriza algumas das reflexões presentes nas aulas iniciais.
"Defender uma formação profissional voltada para atuar no SUS implica concebê-lo como um importante projeto político em defesa da saúde pública", (Gomes, M. P, et all, 2010).
Foi apresentada a proposta da dinâmica do grupo, centrada no uso de metodologias ativas. Essa metodologia implica na participação ativa dos alunos, como figuras centrais na sua aprendizagem. O centro do processo é o próprio aluno, "instigado" pelos professores, ou facilitadores, que conduzem a aula, lançando questionamentos que desafiam a análise crítica dos estudantes.
O entendimento de que teríamos que buscar fundamentação teórica sobre esta tecnologia foi uma das conclusões desta aula, já uma "experiência viva" do seu uso. . Entretanto, a conclusão mais significativa, no meu ponto de vista, é que esta é a estratégia principal, mas não o foco do curso. O que queremos de fato? Que tipo de preceptores queremos ser? De qual modelo de saúde falamos? Será que todos estamos em acordo sobre o projeto político da saúde que almejamos?
Assistimos ao filme francês "Hipocrates", filme que narra as experiências de "Benjamin", num hspital geral, que é coordenado pelo seu pai. O filme retrata, de uma forma muito clara, as dificuldades vivenciadas pelos trabalhadores da saúde e pelos usuários. Evidencia o sofrimento e a impotência dos trabalhadores, frente a falta de materiais, sobrecarga de trabalho e o despreparo para lidar com questões cotidianas, entre elas a morte. Evidencia também a vulnerabilidade dos usuários frente as tomadas de decisão, dos quais nem sempre podem participar. Mostra os conflitos entre quem faz a gestão e quem faz o cuidado assistencial. Me parece um retrato fiel dos serviços de saúde, em especial o hospital.
Sugestão de leituras:
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-73132010000100011
-Metodologias ativas : Experiência na UNIPLAC.
http://revista.uniplac.net/ojs/index.php/uniplac/article/view/2260
- A saúde para o Brasil que queremos - CEBES
http://cebes.org.br/site/wp-content/uploads/2016/05/Propostas_v2.pdf
Sugestão de filme (vale muito a pena!):
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-216480/
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