Mais um encontro presencial e seguem nossas atividades, Aos poucos a dinâmica do curso vai sendo incorporada, com mais naturalidade e descontração. A forma de conduzir o curso é muito leve e agregadora. Me parece que as pessoas ficam muito a vontade para participar e se manifestar.
Começamos nossa jornada assistindo mais um filme: Golpe do Destino
Nas discussões no pequeno grupo, o consenso foi que, a forma de agir do personagem principal, é corriqueira nos ambientes destinados ao cuidado de pacientes. A hostilidade, a falta de empatia e a assistência centrada no tecnicismo e não na integralidade do cuidado se tornam uma preocupação ao médico, personagem principal do filme, somente quando este está em outra posição, a de paciente. Exemplos de situações familiares com o tema abordado no filme não foram poucas.
A foto acima retrata os principais termos citados pela turma em relação as suas sensações em relação ao filme.
Na sequência a atividade foi denominada "Produzindo cuidados na preceptoria". Foi mais uma teleconferência com especialistas do Hospital Sírio Libanês. As discussões deste módulo ficaram bastante concentradas no papel do preceptor e meios de conduzir as atividades de ensino. São sempre apresentadas questões, trabalhadas inicialmente em pequenos grupos, respondidas primeiro individualmente e após discussão, chegado a um consenso no grupo. Na sequência são compartilhadas as repostas de todos os grupos, nos diferentes pólos do curso no Brasil. Posteriormente os especialistas apresentam as respostas e apresentam aquela resposta que consideram a "mais correta", fazendo uma análise fundamentada. O difícil está sendo chegarmos as mesmas conclusões dos especialistas...
Discutimos uma situação problema, vivenciada num hospital. Narrava uma situação de um atendimento hospitalar, realizada por um médico que responsabilizava o paciente pela descompensação de sua diabetes. Perguntava o que ele estava fazendo de errado. Assim como o médico teve uma conduta "prescritiva" com o seu paciente, também o teve com seus residentes. Determinou quais questões deveriam ser levantadas. Caracterizou perfeitamente uma abordagem que pouco considerou os inúmeros determinantes da saúde. Essa foi ma atividade muito interessante, que determinou novos temas para estudo neste mês.
Questões de ensino geradas:
1- Quais são os elementos necessários para gerar, entre os diferentes entes federativos o compromisso de formação para o SUS?
2- Quais as ferramentas / estratégias que podem potencializar a formação em serviço e produção de mudanças nos modelos tradicionais de aprendizagem?
A simulação de uma mesa de negociação foi o ponto alto desta semana . A “Mesa de Negociação: pactuando o processo de integração ensino- serviço”, foi uma atividade engraçada, dinâmica e muito informativa. A capacidade de argumentação, improviso e escuta foi colocada em xeque. Nitidamente reproduzimos discursos conforme a função que desempenhamos. Alguns de nós fomos alocados como residentes, outros como preceptores, alguns como representantes de instituições de ensino e outros como gestores. Foi muito interessante ver como o grupo se envolveu e incorporou seus papéis, defendendo com unhas e dentes as suas "demandas corporativas".






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