Seguimos com nossos encontros, cada vez mais entrosados e afinados com a proposta do curso. Percebo que a dificuldade de tempo para a dedicação extra sala de aula é uma queixa em comum, mas tenho a impressão que a maioria das pessoas que aqui aproveitam ao máximo os encontros. A vontade de fazer o melhor me parece atingir a maioria...acho lindo isso! Inúmeros trabalhadores comprometidos com o SUS e investindo na formação dos trabalhadores em saúde.
As atividades prosseguem mais ou menos nos mesmos moldes: sempre divididos em pequenos grupos. Continuo no grupo diversidade "Diversus", cujo nome não poderia ser o mais adequado, já que é um grupo de trabalho leve, agradável, divertido...e nem por isso menos comprometido. muito pelo contrário, é um grupo participativo, motivado, intenso, mas com uma capacidade de trabalho em grupo muito grande, pois há afinidade e empatia. AMO!
No grupo afinidade, o foco é o projeto aplicativo. Estou num grupo que também adoro estar. É um grupo bem variado, multiprofissional (4 médicos, 2 fisioterapeutas, 1 enfermeiro, 1 psicóloga, 1 assistente social e 1 pedagoga. A maior parte do grupo (8 pessoas), são oriundos do mesmo local de trabalho e , por esse motivo, a intervenção é planejada para esta instituição. Claro que adoraria planejar algo para a instituição que trabalho, entretanto, somos apenas dois trabalhadores do HCPA. Por outro lado, tem sido desafiador para mim planejar algo voltado para uma residência médica (objeto da nossa intervenção). Sendo otimista, penso que as considerações que eu e o outro colega, que também é do HCPA fazemos em relação ao que os demais trazem da residência da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas são agregadoras mas também tensionadoras. O grupo de Sapucaia me parece muito comprometido e envolvido com a sua residência, mas tenho a impressão (isso é só minha opinião...passível de erro, pois é uma visão baseada nas informações trazidas por eles), de que falta uma estratégia de organização, planejamento, diria eu. Penso que o nosso olhar, de quem está de fora, e por isso menos influenciável pelas relações que permeiam a estrutura desta residência, nos permite ter um olhar mais crítico sobre as dificuldades de organização. Também acredito que nossa presença seja algo interessante para o grupo, já que "quebramos" um pouco a lógica de trabalho desta equipe, que reproduz, aqui no grupo, sua forma de trabalhar em Sapucaia..
Neste módulo também realizamos atividades voltadas a criação de linhas de cuidado e planos terapêuticos singulares. Para isso, ficamos em grupos diversidades organizados para este dia. Estas foram atividades desafiadoras..novos grupos, com breve momento de integração e que tinham que produzir imediatamente. Talvez tenham sido as tarefas mais difíceis, não no sentido da temática, mas pela dificuldade de integração do grupo. Definitivamente foi difícil! Nos tirou da zona de conforto, ao nos colocar em grupos diferentes e ter que fazer planejamentos imediatamente. Reproduziu o que acontece no dia a dia em cenários da saúde, mas evidenciou o quanto isso é difícil. Para mim foi um aprendizado também, mostrando o quanto as relações de poder se manifestam mesmo em pequenos grupos e o quanto estes tensionamentos impactam nas ações. Não considero que meu grupo tenha produzido satisfatoriamente porque não houve integração e tampouco escuta entre os integrantes. Virou apenas uma tarefa, sem apropriação do que se estava fazendo. Mas não é motivo para desânimo! Sempre em frente!
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